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Em menos de 50 anos, 100% do oceano estará poluído.

  • 30 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura


O oceano se estende por 70% da superfície terrestre, sendo responsável por diversos - e importantes - serviços ecossistêmicos, além de abrigar inúmeras espécies (algumas pouquíssimo conhecidas em altas profundidades) e ser o verdadeiro "pulmão do mundo" devido a fotossíntese das algas (que liberam por m² muito mais oxigênio do que o Amazônia!).


Contudo o meio aquático não se encontra livre das atividades humanas e seus impactos, estando ameaçado pela pesca predatória, transporte de carga e poluição, fomenta-se o seguinte questionamento: O quanto do oceano está "intacto"?

A resposta? 13%. E por pouco tempo.


Apenas algumas regiões no Ártico, Antártida e Pacífico encontram-se, atualmente, livre dos resíduos provenientes das atividades antropogênicas e, sem a comoção global, estas áreas podem desaparecer em cerca de 50 anos. Acima disto, os fatores que "protegem" estes locais vinculam-se unicamente a dificuldade do acesso humano à estes, uma vez que são consideradas áreas remotas. Os dados acerca dos impactos sobre a biodiversidade são provenientes da pesquisa de Kendall Jones, da Universidade de Queenslands, na Austrália, de 2018.


Poucas espécies mantêm-se próximas às costas, principalmente por conta do enorme impacto humano nestas áreas (presença de portos, resíduos sanitários, dentre outros) que dificulta a estabilidade da biodiversidade nestes locais, além de apresentar que apenas 4,9% das espécies marinhas estão em áreas de proteção ambiental. Há mais de 20 anos a comunidade científica debate acerca do desgaste ambiental em virtude das atividades humanas e, desde então, poucas medidas saem do papel.


Fonte: Entretenimento Ácido.


A carga humana sobre o meio aquático é cada vez mais visível, seja direta ou indiretamente. As áreas até então protegidas pelo gelo estão, agora, tornando-se acessíveis. Como? Aquecimento global. No ano passado, a ONU começou as negociações sobre um tratado de proteção em alto mar, que seria um principal parâmetro de proteção ambiental fora das fronteiras marítimas nacionais e cobririam cerca de 50% do oceano, no entanto, o nosso pensamento precisa estar à frente.


Nossas atividades não podem (e, pasmem: não precisam) estar vinculadas a concessões ou negociações de órgãos ambientais globais, elas podem começar dentro da nossa própria casa e da nossa própria comunidade. É necessário ter a maturidade ambiental sobre as pressões que, diariamente, realizamos ao planeta; pela primeira vez o Dia da Sobrecarga da Terra chegou antes do esperado e, por mais que não pareça, esta tudo conectado: o plástico tão indispensável para o nosso cafezinho, o excesso de fertilizantes nos solos que garantem nossos alimentos fora de época, a pesca predatória (estamos sofrendo um declínio em várias espécies de peixes), a água de lastro (principal causadora dos desiquilíbrios ecológicos em sistemas marinhos), dentre outras atividades. Tudo isso para manter o nosso estilo de vida. E o sistema.


Então por que não repensar não apenas no nosso estilo de vida mas, também, no sistema que o alimenta?


Fontes:


 
 
 

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