Lixo Eletrônico - Um Panorama
- 2 de nov. de 2018
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Com a globalização e o crescimento da população, a demanda por desenvolvimento é crescente, trazendo, a cada dia, novas tecnologias e novos produtos. Paralelamente a este crescimento, vem a inserção de diversos produtos e equipamentos eletroeletrônicos no dia a dia das pessoas, gerando o que se chama de “e-waste” ou, em português, o lixo eletrônico.

Obsolescência programada
Na década de 1930, quando houve uma grande crise econômica mundial, os fabricantes desenvolveram uma técnica para aumentar o consumo de seus produtos, chamada obsolescência programada. Esta técnica consiste em desenvolver um produto já estabelecendo um prazo de “vida útil” para este produto. Depois de passado esse prazo, o produto já começa a ficar obsoleto, muitas vezes já apresentando defeitos ou funções defasadas.
Um mercado onde a estratégia é amplamente difundida é o mercado dos eletroeletrônicos. Já reparou que depois de poucos anos de uso seu celular começa a ter menos tempo de carga na bateria, passa a não receber mais atualizações do fabricante, não é possível mais baixar alguns aplicativos, dentre outros “defeitos”? É a tal estratégia da obsolescência programada.
O problema disso tudo é a grande quantidade de lixo eletrônico gerada, que muitas vezes não é destinado corretamente.
Panorama Global
De acordo com um relatório da UNU (United Nations University) juntamente com a International Telecommunication Union (ITU) e a International Solid Waste Association (ISWA), publicado em novembro de 2017, foram geradas, em 2016, 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico, o equivalente a 4500 torres Eiffel.
Dessas 44,7 milhões de toneladas, apenas 20% foram devidamente recolhidas e descartadas, ou seja, 35 milhões de toneladas desse lixo foram parar em lugares impróprios como lixões ou locais de descarte clandestinos, causando grande contaminação.
Legislação
Apesar do grande desafio do descarte do lixo eletrônico, muitos países estão criando leis e políticas a respeito desse assunto.
Em 2014, apenas 44% da população mundial tinha disponível alguma legislação sobre o descarte de lixo eletrônico, tendo esse numero saltado para 66% ,ou 67 países, em 2017.
Imagem: População Mundial (e número de países) que tenham legislação em relação aos resíduos eletrônicos em 2014 e 2017 (em espanhol).

Brasil
No Brasil, o descarte correto do lixo eletrônico ainda é pouco difundido para a população, resultando em diversos casos de contaminação do solo, água e ar por metais pesados e outros elementos.
Em caso de desinformação, o consumidor deve se informar com o fabricante a forma correta de descarte, ou então, como reenviar de volta para a fábrica, para que seja feita a logística reversa do produto.
E você? Sabe como descartar corretamente seu lixo eletrônico?























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