A missão para remover 1.8 trilhões de pedaços de plástico do oceano está para ser lançada!
- 3 de set. de 2018
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Uma porção livre de lixo que mede 1 milhão de milhas quadradas - aproximadamente três vezes o tamanho da França, está rodando pelo Oceano Pacífico. Este é uma dos cinco maiores aglomerações de lixo que importuna a vida marinha dos oceanos.
Durante anos, a fundação "The Ocean Clean Up" vem planejando a primeiro projeto para remover uma enorme quantidade de lixo, sendo a maioria plástico, do Oceano Pacífico. No dia 08 de Setembro, a fundação planeja lançar uma solução teste de escala completa, chamada System 001, com valor de 24,6 milhões de dólares: criar uma imensa barreira flutuante para encurralar o plástico, removê-lo do oceano e transformá-lo em mercadoria. O lançamento está programado para ser o primeiro de 60 sistemas similares.
The Ocean Cleanup alega que um sistema com implantação em grande escala poderia limpar metade da grande aglomeração de lixo do Pacífico em cinco anos e que poderia reduzir essa aglomeração em 90% até 2040. A fundação explica como esse sistema funciona neste vídeo (em inglês):
(link: https://www.youtube.com/watch?v=O1EAeNdTFHU)
Algumas pessoas têm apresentado certo ceticismo quanto esse projeto. Um dos maiores críticos desse projeto tem sido David Shiffman, um biólogo que trabalha na conservação de tubarões e escritor do blog Southern Fried Science. Em um post intitulado "Eu perguntei à 15 experts em poluição de plástico sobre o The Ocean Cleanup Project e eles têm algumas preocupações", Shiffman destaca algumas falhas no projeto: a destruição da vida marinha, custo exorbitante e tecnologia inefetiva. The Ocean Cleanup respondeu com um post intitulado "Uma pesquisa peculiar", que vai de encontro com a pesquisa de Shiffman e afirma que a pesquisa foi feita para inferir respostas negativas de alguns especialistas especificamente selecionados para isso.
Quando a destruição da vida marinha, Boyan Slat, fundador e CEO do projeto escreveu: "Nosso sistema de limpeza dos oceanos são projetados para ser inerentemente seguro para a vida marinha, pois os sistemas se movem lentamente pela água, impulsionados pelo vento e por ondas. Eles não utilizam redes, mas sim telas não permeáveis (fazendo com que seja impossível ficar enroscado) e o plástico só é extraído da água periodicamente, de modo a minimizar o risco à vida marinha, sendo o risco ainda mais mitigado pela presença de pessoal treinado que checa a tela antes de tirar o plástico da água. Slat afirmou que a única maneira de saber se o sistema é ou não seguro, é testando em escala real. "Estamos confiantes de que eliminamos os possíveis riscos, mas nem tudo pode ser calculado, simulado ou testado em escala. A única maneira de ter certeza é o teste em escala real. Nosso primeiro sistema deve ser considerado um sistema beta permitindo assim, que seja eliminado as ultimas incertezas antes de aumentarmos a escala.
Se tudo correr bem, o teste será iniciado em 08 de setembro.






















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